Friday, August 22, 2008

O eterno desejo

Lembro que certa vez eu caminhei por uma viela estreita e percebi traços meio que apagados de um eu te amo na parede. Isso me levou a criar imediatamente um casal. Estavam lá todos os atributos do casal arquétipo de minha utopia generalizada de companhia. Toques, amores, afagos, angustias, choros etc.A liberdade que me via criar o casal era instigante, tanto que percebi que já não fazia parte da relação, eu era o outro que ela não desejava, percebi que os atributos para o suposto ‘’ele’’ era tão elevados que pra mim são inalcançáveis, neste momento tive ciúmes de minha criação. Um ciúme de mim mesmo. Vi neste momento que tamanho são nossos fantasmas, criações de nós mesmos. Vislumbrei o deleite dos dois e sentei em um banco, de cabeça baixa olhei pra frente, e vi um casal, quase parecido com o que imaginei, mas me separei de minha criação, pois já não conseguia conviver com tal paixão ameaçadora. Esqueci.

1 comment:

????????????????? said...

nossa própria mente nos trai...
=]