Sunday, August 31, 2008

Sepultas um amor...

A bela mostra a face diante do fatídico dia.Caminha pela praça fria, muito fria daquele inverno.A ventania a deixa mais ávida por calor.Olha as luzes das seis da tarde, aquela hora que o céu resolve se alaranjar.Passa o seu pequeno pé por plantinhas que nascem nas frestas do chão. Coça seus curvados ombros em um ato de carência.Aquela foi a vez que eu tive a certeza de uma sinfonia oculta.A soberana menina, sepultas um amor.Caso antes a tivesse tido, seria um pequeno gesto de egoísmo.Mas a tenho. Talvez em um aceno de luz lá pelos prismas das cores dela, uma pode ser minha. Ela conduziu o dia, o ano, e até hoje maestra meus desejos.

3 comments:

Guilherme Cabral said...

O que eu precisava ler hoje...

????????????????? said...

É,
[sem palavras]

Marcela Lemos said...

É, como o Guilherme precisava ler isso hoje!


=D