Andava pela rua ouvindo as canções dos belos encontros de sábado, sorria para eles.
Meu passo não tem acompanhamento, meu compasso de tempo é só. Admiro os belos rostos, as belas vozes, e me lembro que um dia fui admirado.Quando estamos sós, ficamos acompanhados pelos desejos e invejas, mas raramente assumimos tais pretensões, elas são para mortais, nós somos Deuses.
No outono dos olhares, caem para os lados dos seus pares, trocando olhares agudos, e eu fico inverno, frio a tudo, frio as que foram, e as que poderiam vir, as Deusas me feriram, não sacrifiquei o suficiente pois nunca me aceitei ser um Deus. Talvez por medo da grandeza ou do desastre da queda, para ser um Deus, precisa-se de desejo, eu não desejava isso. Apenas desejei amar.
Foi quando soube que o amor não tem escrúpulo ou moral, éticas ou religiões, o amor é atemporal, surreal, um desejo absoluto sem parâmetros ou medidas, o amor É. O Amor é um Deus, e eu queria ser o Amor, foi quando descobri minha humanidade, o silencio calou, a ilusão caiu, nunca poderei ser o amor. Sou cúmplice de falhas e imperfeições que somente a esperança de um olhar sincero amará os defeitos.
Um dia parei de amar.
Sou mais que o amor, pois sou subjectivo, e não absoluto. E neste dia, tive a certeza que virei um Deus, de um sentimento novo que não sei nomear, mas sou único, sou, atemporal, e me tornei absoluto, vi em você , tudo que procurei em mim. Por isso te amo assim, em toda plenitude de um recomeço sem fim.
2 comments:
É, belo texto.
Para completar, um trecho de música:
"Não se assustem pessoas,
se eu te disser que a vida é boa...
...
Eu sou o amor da cabeça aos pés"
[Dê um rolê]
=]
"O Amor é um Deus" e que Deus!
Que seria de nós sem seu poder de nos inebriar e fazer sonhar.
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