Monday, November 24, 2008

Secretamente o suspiro calado de tuas entranhas gemem, mais que um culto feminino, mais que a lua ao dispor do seu céu para o seu sol. Esse sentido que traz consigo todo pavor das certezas, destas tamanhas inquietudes de passados desejos, são essas as engrenagens que giram seu olhar quando passo.

Secretamente os pune, me pune, puno eu, de em angustia te ver crescer, chorar, cantar, tropeçar, catar a florzinha no chão, chorar o choro da dor. Dor esta meu amor, que nunca farei ser seu anterior sucessor, do amor, que nunca tive, nem da dor que nunca sou.

Tens outra dor, outro sol e outro amor. Eu tenho o outono, a lua, e seu espelho nela, reluzente, danças pra mim no céu como a única bailarina, cercada de estrelas alem mar, faz pra mim o véu mais belo, que desce em sereno sobre todo o meu ser, toda ela, sempre ela, a me cobrir com seu frescor noturno, de um sereno sem brisa, um frio amante em um quase dos quases delirantes.

No comments: