A escravidão do ócio
A falta do excesso muitas vezes nos coloca em cheque por pensarmos que estamos com falta de produtividade de viver, ou perdendo algo. Mas o que seria então? A vida em todo movimento de hoje é muito diferente da vida de séculos atrás, mas será que o cerne humano mudou?
Provavelmente não, e nunca mudará, somos de carne, e desejos frustrados ou incontroláveis vão tocando nossas vidas de hoje com o afã de máquinas de produção (já leu isso em algum lugar né...) Se não leu, preocupe-se.
Estamos em período do imediatismo, do tédio a todo o momento, do querer e poder, não podendo, você oculta o desejo e excita o egoísmo, somente você, o ser anti-social (muito social) humano.
Complicado? Que isso... Complicado é refletir, fácil é beber.
Não somos máquinas para andarmos plugados em correntes de informações, não somos deuses para nos prendermos em parâmetros únicos, excêntricos. Estamos perdidos, sem metáforas, mas com o imediatismo, a resposta do prazer emperrou. E agora? Gira como disco quebrado, criando as compulsões, o bichinho do prazer nos corrói, ao que leva a nossa compulsão e morte do eu, somos tudo e todos, menos nós mesmos.
Palavras simples são esquecidas, sentimentos enterrados, prazeres confusos, este é o espelho da sociedade democrática, onde as relações se afastam, famílias desaparecem e os sexos guerreiam na vaidade irracional.
Mas a bolsa, tudo ok!
Material e subjetivo qual tamanho é a dificuldade para dividirmos estes dois.
Paro por aqui, muitos temas, acabam com meu texto...
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