A Rua
Ao infinito sou para o que é dito, silencio ao fato que é consumido.
Ruas, apenas ruas passam por mim até que me desfaleça.
Todas iguais todas.
Pútrido, estou agora caindo, olho para a rua ela me sustenta, pura dureza.
Irrompo ao silencio de meus passos, breves passos neste mundo austero.
Cada um, indivíduos passos, são dois, não sincronizam mais.
Estou fraco, mais um do que outro, a percussão da rua não é a mesma.
Não sou eu, não sou ninguém, sou apenas a rua.
A tenho, preciso que ela me aconchegue, estou chegando perto.
Caio, súbita dor de meu silencio pra sempre, não quero ver.
De minha punição serve para tudo o que me foi dito
O fato do silencio agora tenho todo o meu infinito.
Todo o infinito...
No comments:
Post a Comment