Saturday, October 14, 2006

O Brasil precisa de um King Kong.

Vi estes dias o filme: King Kong, bagatela inútil e refilmada, roteiro dos tempos de minha mãe, mais um, extremo desespero para a mente humana entender tantos efeitos, mas para que? Está tudo lá, não precisa raciocinar, está lá, mastigado, digerido, tanto que sobraram as fezes de um filme, rápido como a vida, como o capital. Pensei: o que eu estou vendo? Um gorilão com tesão em uma loirinha pular de prédio em prédio? Pois é, nem tudo é razão, por que aturar estes tipos de filme? Protestar e não ver? Não! Eu quero é ver e me sentir austero, intelectualóide e analisar os fatos pífios de um filminho horroroso. O King Kong não, ele é um herói.

Nesta pátria mãe não muito gentil, as pessoas com o mínimo senso deveriam ver filmes assim, pois se encorajariam de ser um King Kong, forte, destemido, audaz, afinal um King Kong, bater no peito e dizer, estou aqui, pois se calado o peito esta a cuca, combater o crime que torna a atormentar a sociedade elitista fingindo nada ocorrer, salvando as vitimas diárias de falta de esperança, divertindo as criancinhas com fome e sede do nordeste, afinal em um circo Brasilis é um palco perfeito para um macacão e suas peripécias, em um mundo de covardes disputas, ignorantes e devassas políticas tão sujas e porcas, afinal, parece até um banheiro de um imenso King Kong. A atual política, não tendo espaço para o cidadão e sim um bando de timinhos oportunistas, posso fazer a biografia de cada um na disputa política, mas seu projeto de governo, falharei drasticamente em citar algum.

Ora, pois se você gostou deste filme, têm uma leve tendência a coprofilia.

A Rua

Ao infinito sou para o que é dito, silencio ao fato que é consumido.
Ruas, apenas ruas passam por mim até que me desfaleça.
Todas iguais todas.
Pútrido, estou agora caindo, olho para a rua ela me sustenta, pura dureza.
Irrompo ao silencio de meus passos, breves passos neste mundo austero.
Cada um, indivíduos passos, são dois, não sincronizam mais.
Estou fraco, mais um do que outro, a percussão da rua não é a mesma.
Não sou eu, não sou ninguém, sou apenas a rua.
A tenho, preciso que ela me aconchegue, estou chegando perto.
Caio, súbita dor de meu silencio pra sempre, não quero ver.
De minha punição serve para tudo o que me foi dito
O fato do silencio agora tenho todo o meu infinito.
Todo o infinito...

A casa de meus sonhos

Chego em casa, cheiro às cores e vejo a comida, sento-me e contemplo toda a natureza rústica de meu passado, sou ele, o filho se tornou pai, crio o mundo ao meu redor, dor esplendida de uma natureza morta, vivifico os meus desejos na repressão de minha dor, dor selvagem infame, olho para a parede, faço formas em meus pensamentos, começo a flutuar, lembro-me de minha infância, caio levanto, levanto e caio, escalo os desejos de um novo mundo, espero a noite para o novo dia, quero crescer, desço agora, estou na sala, vejo em minha volta quero evitar o amanha, já ando, não caio, perdi, a casa ganhou, viverá aqui, estarei só, por todos os séculos a casa será casa e eu serei mais um, a eternidade ela possui e eu sou efêmero, fique casa, você foi à base de minhas esperanças e o símbolo de minha segurança e o porto de minhas lembranças.

O Flerte

O fim é o prelúdio de um começo tardio
Avesso desassossego que me consola ao desprezo
Caminho sou paralelo, vou.
Andarilho de mim mesmo

Até seu ensejo
Doce aprovação
Aceita-me?
Na suplica, o contraste formoso da incompetência.
Acima com forte veemência
Abaixo doce eloqüência
Perco agora toda a decência de um nobre gentil.

Adeus.

Tuesday, October 10, 2006


Por que acreditar? O problema: A utopia individualizada.

A natureza fundamentalmente humana nos faz crer, a fé é nosso guia, seja em pessoas, idéias, Deuses, Deusas, objetos, a lista é infinita, tanto quanto nossos desejos. Porque não tardaria a acreditar em nossa utopia? Será que caímos no marasmo da aceitação do ser humano como ele é? Ou será que da preguiça em pensar no próximo, Oh discurso antigo, tem apenas dois mil anos, mas ainda creio que este discurso é mais antigo. Esta no cerne, no núcleo humano, em suas entranhas inabitáveis de seu pensamento. Neste século, o século da modernidade, não tem espaço para as utopias, nem mesmo existiram e já estão sepultadas. Tão rápido será o homem que um dia já não existirá? Nascerá e morrerá como em um piscar de olhos. Parabéns para você e meus pêsames! Aqui jaz a humanidade.

Acreditar é determinar, tomar para si, por natureza somos utópicos, podemos ser utópicos por egoísmo? Porque não? A diferença é que não somos utópicos coletivos e sim individualizados. A individualização é tão grande que criaram até um nome alienante para isso: Egoísmo. Com este nobre adjetivo, conseguimos 4.15 bilhões de seres humanos vivendo abaixo da linha da pobreza.O velho clichê; muito para poucos e nada para muitos. Dês de que se trate de sua individualização utópica, transmute-a para a coletivização, tenha fé nela. Afinal se sonha para ti mesmo a utopia, possível e aceita como ela é, almeja ser um vencedor na vida e ter seus feitos reconhecidos, trate de treinar vencedores.