O Brasil precisa de um King Kong.
Vi estes dias o filme: King Kong, bagatela inútil e refilmada, roteiro dos tempos de minha mãe, mais um, extremo desespero para a mente humana entender tantos efeitos, mas para que? Está tudo lá, não precisa raciocinar, está lá, mastigado, digerido, tanto que sobraram as fezes de um filme, rápido como a vida, como o capital. Pensei: o que eu estou vendo? Um gorilão com tesão em uma loirinha pular de prédio em prédio? Pois é, nem tudo é razão, por que aturar estes tipos de filme? Protestar e não ver? Não! Eu quero é ver e me sentir austero, intelectualóide e analisar os fatos pífios de um filminho horroroso. O King Kong não, ele é um herói.
Nesta pátria mãe não muito gentil, as pessoas com o mínimo senso deveriam ver filmes assim, pois se encorajariam de ser um King Kong, forte, destemido, audaz, afinal um King Kong, bater no peito e dizer, estou aqui, pois se calado o peito esta a cuca, combater o crime que torna a atormentar a sociedade elitista fingindo nada ocorrer, salvando as vitimas diárias de falta de esperança, divertindo as criancinhas com fome e sede do nordeste, afinal em um circo Brasilis é um palco perfeito para um macacão e suas peripécias, em um mundo de covardes disputas, ignorantes e devassas políticas tão sujas e porcas, afinal, parece até um banheiro de um imenso King Kong. A atual política, não tendo espaço para o cidadão e sim um bando de timinhos oportunistas, posso fazer a biografia de cada um na disputa política, mas seu projeto de governo, falharei drasticamente em citar algum.
Ora, pois se você gostou deste filme, têm uma leve tendência a coprofilia.
