Thursday, July 03, 2008

3 pensamentos em uma madrugada.

Sento na represa e observo a grandeza que é conter a água, aquele material que se adapta a qualquer contorno, de um visco transparente. Invejo a represa, não pela sua força, mas sim pela pequenez diante das águas. Nós somos assim, nos achamos tão austeros e grandes, mas no fundo somos pequenos ao outro.

Lembro daqueles chocolates de fim de noite, da ultima sobremesa da geladeira, só não lembro de ti, que estava querendo esquecer justamente na hora de consumir estas guloseimas.

O vil nos corrompe o amor. O amor nos corrompe pelo rancor. A solidão não nos corrompe. Mas sem ela, não teria ódio nem rancor. Apenas dor, do ausente-presente de um não rancor, não ódio, e não amor. A renuncia de toda uma vida é tão grande, que não caberia em sua imaginação, pois sozinho estamos nós, todos nós. E o todo, não podemos ser (imaginar).Pois se fossemos o todo, seriamos o criador então criaríamos mais alguns como nós para sofrer a dor, chorar o rancor e idealizar o amor.

Eles e o diretor.

‘’Mas o que é isso!?’’

Assustado pensava o diretor da rua, aquele mendigo sentado logo na esquerda observando um casal sair no tapa.

‘’O que é isso?’’ O mendigo pensava.

Ele não tinha explicação para agressões. Tantas vezes agredido não sabia com o explicar aquilo.

Mal sabia ele, que o próprio casal na fúria de um contra-paz não sabia o que estavam fazendo, eles estavam apenas em uma DR (discutindo relação) que na maioria das vezes isso é um MDR (Monólogo que se discute a relação), pois nunca há sintonia no casal.

O mendigo exclamava por vergonha.

O casal aos berros por amor.

E a cidade barulhenta continuava com o toque da percussão de tantos outros berros e vergonhas por ali.